Sonhos inconstantes invadem a alma
Sem a deixarem repousar,
Perturbam o sono com tramas
Daquilo que havia de passar.
O desalento fica pela falta de reconhecimento,
Será que não se vê que ainda trás sofrimento?
Por trás das cortinas do passado
Há momentos que para sempre ficarão
Como que na alma vincados
Para sempre ali estarão.
Será errado sentir que deveria ser diferente?
Quando parecia ter estado tão presente…
O ressentimento reside no corpo
De quem não deixou de sentir,
Às vezes parece insano
Por se continuar a resistir.
O caminho traçado deixou de existir.
Já sabem, agora, por onde ir.
O traçador foi esquecido,
A sua arte posta de lado.
No entanto em tempos foi o mais cobiçado.
Não deveria então ao menos ser lembrado?
Sonhos que perturbam
E não deixam descansar,
Caras e lembranças que passam
Na mente sem parar.
Tudo o que passou vai claramente ficar
Mas será que nunca se irá soltar?



